Pesquisa revela saúde mental e recomposição da aprendizagem como principais desafios da escola na pandemia

Pesquisa com Lideranças Escolares 2022 – Relatório Brasil, realizada em parceria com a Global School Leaders, traz a visão das lideranças acerca da situação da saúde mental e do bem-estar da comunidade escolar e da recomposição da aprendizagem, duas prioridades apontadas pela maioria das(os) respondentes.

O Centro Lemann foi responsável pela pesquisa no Brasil, com a colaboração da Associação Nova Escola, Instituto Reúna e Elos Educacional, que colaboraram com a adaptação e divulgação do questionário, amplamente divulgado no País. Por meio dele, 835 lideranças escolares (diretoras/es, vice-diretoras/es e coordenadoras/es pedagógicas/es) compartilharam desafios enfrentados pela escola no retorno às aulas presenciais, assim como as soluções encontradas para enfrentá-los. 

No que diz respeito à saúde mental e ao bem-estar da comunidade escolar, 76% das lideranças afirmaram que o compromisso com a escola aumentou, sendo que 52% declararam ter de permanecer mais tempo no trabalho, enquanto 46% disseram precisar de mais habilidades para se adaptar às mudanças desse novo contexto. Outro impacto é o nível de estresse que, para 44% das lideranças, aumentou.

Com parte do enfrentamento desse desafio, 56% das lideranças disseram realizar sessões de aconselhamento para estudantes e professoras(es); 56% viabilizaram formação sobre o tema para os educadores; 34% distribuíram material educativo para professoras(es) e familiares das(os) estudantes; e 24% criaram grupos de apoio entre pares na escola.

Com relação à recomposição da aprendizagem, 64% das lideranças disponibilizaram aulas de reforço para estudantes que precisavam; 54% deram suporte a professoras(es) para a elaboração de planos específicos; 48% utilizaram a tecnologia para apoiar as atividades pedagógicas; 44% continuaram cumprindo as atividades pedagógicas previstas no currículo, enquanto 35% realizaram mudanças no currículo para resgatar conceitos básicos.

No entanto, as lideranças também apontaram as principais dificuldades para trabalhar a recomposição da aprendizagem: 69% indicaram a situação socioeconômica de estudantes; 60% falaram da pressão para cumprir o currículo; 30% ressaltaram a falta de apoio dos pais; 30% citaram a ausência de recursos.

A pesquisa vem ao encontro da atual urgência em apoiar as lideranças educacionais no enfrentamento dos problemas que impactam a saúde mental e o bem-estar das equipes das escolas, das(os) estudantes e suas famílias.

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